Códigos de idiomas padronizados [Standardized language codes]
2009-04-27 17:06 (Germany) | By Fabio M. Said | Categories: language|idiomas, português, translation|tradução— Colegas, preciso saber como se diz empowerment em PRT.
— Outro dia um cliente me pediu uma tradução ING>POR.
— O ideal é que somente tradutores nativos do AL façam traduções PO-AL.
É uma confusão. Os três exemplos acima mostram três modos de se referir a uma mesma língua, o português: PRT, POR e PO. Nos dois últimos exemplos, tenta-se criar um código para o o inglês e para o alemão escrito em português (ING para inglês e AL para alemão), mas com certeza se esses códigos fossem usados diante de falantes dessas línguas ninguém os entenderia.
Você já percebeu: é preciso padronizar esses códigos e acabar com essa confusão, senão daqui a pouco cada um acaba criando o código que bem entender e ninguém mais vai entender ninguém. A boa notícia é que essa padronização já existe, na forma de normas ISO para os códigos de idiomas.
As normas ISO que padronizam os códigos de representação nomes de idiomas são o grupo ISO 639. Nesse grupo, duas normas são as que mais interessam aos tradutores: ISO 639-1 e ISO 639-2. A primeira é uma codificação em dois caracteres e a segunda, em três caracteres. Na prática, parece que a de dois caracteres é a mais usada. Veja abaixo os códigos de alguns dos idiomas mais conhecidos segundo a normal ISO 639-1:
alemão => de
árabe => ar
chinês => zh
espanhol => es
francês => fr
inglês => en
italiano => it
japonês => ja
português => pt
russo => ru
Acontece que os idiomas têm variantes faladas em diversos países, e em bancos de dados de terminologia, por exemplo, é crucial indicar a variante específica de determinado termo, porque, como se sabe, nem tudo que é tradução correta em inglês dos Estados Unidos vale para o inglês do Reino Unido (para ficar no exemplo do idioma mais conhecido atualmente). Para isso, usa-se uma outra norma internacional que padroniza os nomes dos países. É a ISO 3166-6, que também tem uma codificação em dois caracteres e uma codificação em três caracteres. Veja abaixo alguns códigos de países segundo a norma ISO 3166:
Alemanha => DE
Argentina => AR
Áustria => AT
Bélgica => BE
Brasil => BR
Chile => CL
Espanha => ES
Estados Unidos => US
França => FR
México => MX
Portugal => PT
Reino Unido => GB
Suíça => CH
Assim, usando as normas ISO 639-1 e ISO 3166-6 é possível referir-se com bastante precisão à variante regional de uma determinada língua, como nestes exemplos:
português do Brasil => pt-BR
português de Portugal => pt-PT
inglês dos Estados Unidos => en-US
inglês do Reino Unido => en-GB
espanhol da Espanha => es-ES
espanhol da Argentina => es-AR
alemão da Alemanha = de-DE
alemão da Suíça => de-CH
alemão da Áustria => de-AT
Por exemplo, para se referir a uma tradução do alemão da Suíça para o português do Brasil, se diz assim (em ordens de serviço de agências de tradução, em faturas, em linhas de assuntos de e-mails, em bancos de dados de terminologia etc.):
de-CH > pt-BR
É bom lembrar que essas normas não são obrigatórias para tradutores, mas quem pretende trabalhar no mercado internacional de tradução (no qual o tradutor tem contato com clientes e colegas que muitas vezes nem falam a língua dele, fazendo-se necessário algum código neutro e reconhecido para se referir aos idiomas e variantes) deveria pensar em aprender esses códigos, pelo menos os que dizem respeito a seus próprios idiomas de trabalho. Isso sem falar que o uso desses códigos no nome de arquivos de traduções e glossários facilita a indexação desses arquivos no computador, coisa que não faz mal a nenhum profissional da tradução.
Para saber mais sobre essas normas e ver códigos de outros idiomas não mencionados aqui, bem como para se aprofundar nas vantagens e problemas do uso desses códigos, clique nos links abaixo.
Links:
Codes for the Representation of Names of Languages
ISO 3166-1










